Inscrições abertas para vaga em estudo sobre monitoramento territorial
A vaga é para realização de um estudo documental sobre iniciativas na região do Escudo das Guianas e receberá inscrições até o dia 21 de junho

A Amazon Conservation Team (ACT) está em busca de profissional para prestar consultoria em projeto realizado em colaboração entre os programas do Brasil e do Suriname. A vaga é para realização de um estudo documental sobre sistemas de monitoramento territorial comunitário no Brasil, com foco especial na região de fronteira com o Suriname e as Guianas. As inscrições devem ser realizadas por e-mail até o dia 21 de junho.
Para se candidatar, é exigida formação superior em cursos de Ciências Humanas ou Ciências da Natureza, nas áreas de Políticas Públicas, Ciências Sociais, Comunicação, Relações Internacionais, Geografia, Biologia, Ecologia ou áreas correlatas.
Também é exigida experiência de mais de cinco anos em trabalhos com meio ambiente, povos indígenas ou outros povos e comunidades tradicionais. Será valorizada experiência anterior em organizações do terceiro setor ou instituições públicas na mesma temática.
Também é esperada condição de emissão de nota fiscal pelas pessoas candidatas à posição. Para participar, deve ser enviada carta de apresentação, proposta de remuneração e currículo por e-mail para o endereço: epinheiro@actbrasil.org. As propostas selecionadas para seguinte etapa do processo seletivo serão informadas e as entrevistas acontecem até 29 de junho. Veja o perfil da posição no Termo de Referência.
Sobre a contratação
A consultoria visa a contratação de empresa para o desenvolvimento de análise e sistematização de experiências de monitoramento territorial comunitário na região de fronteira entre o Brasil e o Escudo das Guianas (estados de Roraima, Norte do Pará e Amapá), ou de iniciativas de outras regiões do Brasil que merece destaque.
Como produtos, devem ser entregues até outubro três documentos, sendo o primeiro com análise das iniciativas. Essa análise deve incluir o uso de tecnologias, os protocolos de coleta, o uso e disseminação de informações, a relação com as autoridades tradicionais e comunidade em geral, os desafios e problemas enfrentados, além de recomendações para fortalecer o monitoramento, entre outras informações nesse sentido.
O segundo documento contempla análise e sistematização dos sistemas nacionais de inclusão do monitoramento territorial comunitário, que exponha uma revisão da legislação de regulação nacional e internacional que gera subsídios para o seu estabelecimento. Também deve apresentar impressões sobre pontos fortes e fracos funcionais, sobre a eficácia geral do estado atual, oportunidades e desafios neste âmbito.
O terceiro documento deve identificar possíveis rotas e cenários para a consolidação de um sistema nacional de monitoramento territorial comunitário, com base na participação de atores-chave. Entre os tópicos, devem ser contemplados um mecanismo financeiro de longo prazo, sugestão de estratégias no caso de o monitoramento não ser incluído nos sistemas nacionais, e uma delimitação do papel das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) neste processo.
Mais informações sobre a posição podem ser obtidas no Termo de Referência, na aba “oportunidades” do site institucional.
A ACT-Brasil
A ACT-Brasil é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com a missão de estabelecer parcerias com comunidades tradicionais, indígenas e outras comunidades locais, visando a proteção dos ecossistemas tropicais e o fortalecimento da cultura tradicional das populações humanas nessas regiões.
Com sede em Brasília (DF), a organização realiza projetos estruturados em três pilares estratégicos: Território, Governança e Meios de Vida. Atualmente, são desenvolvidos projetos em parceria com povos indígenas do Território Indígena do Xingu, da Ilha do Bananal, da Terra Indígena Parque do Tumucumaque, entre outros.
A ACT tem atuação transfronteiriça, apoiada por sua presença institucional com escritórios no Brasil, Colômbia e Suriname, além dos EUA. A atuação internacional já possui mais de 25 anos de história construída conjuntamente com parceiros indígenas e quilombolas.

